Adopção - Âmbito

O âmbito desta PAP é divulgar tudo o que está inerente às Crianças, fazendo uma abordagem especifica á desburocratização da Adopção, visando quais os passos a dar, de forma a facilitar um processo tão complexo, ilustrando, as dificuldades mais frequentes durante o processo de adapção, e as medidas mais eficazes para ajudar a ultrapassá-las.Como já foi referido, este blogue não tem qualquer intuito de influênciar opiniões e mentalidades, sendo que todas as informações são verídicas, o único objectivo é informar e esclarecer as questões mais frequentes, que quando são abordadas é de forma pouca clara.



Consciencialização

Depois de toda a pesquisa que realizei, adquiri vários conhecimentos (nem sempre os mais agradáveis,) sobre a Criança (em si) e a Adopção (parte integrante da vida de muitas delas,) apercebi-me que por muito que existam casais perfeitamente prontos para amar e criar , e respeitar uma criança, há outros que por sua vez estão tão "presos" a esta ideia que tentam incansavelmente que a criança pertendida seja perfeita para si, tendo esta que possuir o sexo e as caracteristicas fisionómicas desejadas para o casal, sendo assim, se já é dificil adoptar sem impor restrições, ainda para mais quando se impõe quase tudo...
A Criança perfeita não existe, para cada pessoa os seus amados filhos são sempre perfeitos, este é o espirito correcto - Se realmente tivermos amor para dar, seja qual for a criança que adoptarmos esta vai sem dúvidas ser a mais perfeita de todas as pessoas.
Apesar da minha jovem idade como estou por fora de todas essas situações é fácil "ler nas entre-linhas".
A Criança perfeita é aquela que nós podemos amar, é aquela que tem olhos grandes, pequenos, azuis, castanhos ou negros, é aquela que é alta, magra, gordinha ou baixa... aquela a que ensinamos o significado da palavra "Familia" e incutimos valores e respeito para com os outros. A criança perfeita é aquela que é amada e tem o dom de amar...retribuindo todos os dias com um sorriso pelo mais pequeno gesto de partilha e brincadeira. 




"Parir é dor CRIAR É AMOR" - Para mim este é o verdadeiro significado da adopção.  




Dados Estatísticos

Existem muitas coisas que não compreendo sobre o ser humano, sem dúvida o abandono de Crianças é uma delas, não julgo ninguém pelos actos que pratica, pois cada um de nós se deve responsabilizar pelos seus, mas penso sinceramente que há algo errado pois cada vez mais crianças e jovens sofrem por erros que não são de forma alguma seus !

Enquanto lia alguns artigos sobre adopção, encontrei uma reportangem muito interessante no site da Revista Brasileira Época (de 24/07/2009), em primeiro lugar é relatada a comovente história de vida de um menino que foi adoptado e devolvido pela mãe adoptiva (alegando esta que não era capaz de lidar com o mau comportamento do menino).

 Em seguida mostra alguns dados bastante interessantes que vou colocar abaixo :


"As estatísticas do abandono


Quanto mais tempo a criança fica no abrigo sem as condições legais para a adoção, mais se distancia do perfil procurado pelos adotantes.







Perfil desejado x realidade

As exigências dos pais em busca de uma criança “ideal” adiam o sonho e o direito da criança real à espera de uma família nas instituições de acolhimento.



Para um convívio melhor

Psicólogos apontam as principais razões da devolução e como evitar que os problemas usuais cheguem a esse ponto.


PROBLEMAS O QUE FAZER

Convivência : Após anos da adoção, os pais dizem que não é possível mais ficar com a criança por dificuldades de convivência. É muito comum isso acontecer quando os filhos chegam à adolescência e começam a testar os pais.
O que fazer : Entender que a adoção é um ato irrevogável. Os conflitos acontecem com pais biológicos ou adotantes, principalmente na puberdade. A criança adotada pode estar testando os pais se eles realmente a amam. É preciso falar com as crianças sobre suas dificuldades. E, se necessário, procurar a ajuda de um técnico judiciário ou um psicólogo.

Altruísmo : O adotante tem um sentimento de bondade ao realizar a adoção. Pensa que pode “salvar” a criança de um meio em que ela se encontra, com uma boa educação, enfocando apenas as necessidades dela. O altruísmo pode esconder uma baixa autoestima de quem adota, e isso poderá influir no relacionamento com a criança.
O que fazer : Entender que nenhuma criança a ser adotada será “salva”. Ela será uma integrante da família. Se os pais se sentem altruístas, terão dificuldade em colocar limites e a criança nunca vai corresponder a suas expectativas.

Infertilidade : Casais que não podem gerar seus próprios filhos podem ter expectativas exageradas em relação às crianças adotadas. Dependendo de como a infertilidade é elaborada, ela terá um efeito sobre a criança. Ao mesmo tempo que a criança adotada vai oferecer a possibilidade de uma nova família, ela também será a lembrança de que eles não puderam ter filhos.
O que fazer : Elaborar o luto da impossibilidade de ter filhos biológicos. Compreender que as idealizações tendem ao fracasso, uma vez que a criança nunca vai alcançar os exatos ideais colocados pelos pais. Seja ela biológica ou não.

Origem : Alguns casais tentam apagar o passado da criança. Existem aqueles que querem mudar o nome da criança e esconder que ela sofreu abandono. Ou ainda aqueles que apontam os problemas como consequência de sua origem biológica, ao chamá-la por exemplo de “sangue ruim”.
O que fazer : Contar sempre a verdade. O passado da criança pertence a ela. A sugestão para o nome é que os pais considerem o nome de origem e acrescentem o de sua preferência. E nunca culpar o comportamento da criança por aquilo que ela viveu anteriormente.

Fantasia de devolução : A fantasia de devolução costuma surgir com o aumento dos conflitos vividos na relação com a criança. Permeia a relação adotiva como uma possibilidade. Mas é preciso reforçar que a devolução só é considerada no estágio de convivência, ou seja, antes da adoção. Ou quando traz danos irreversíveis à criança.
O que fazer : Quando a fantasia de devolução se intensifica, é sinal de que a relação pais-filho apresenta dificuldades que necessitam ser compreendidas e trabalhadas, com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais."



- Todos os dados referidos nos gráficos são de origem Brasileira.

Repórter TVI: crianças adoptadas em «Meninos do Mundo»

"Pela primeira vez, uma equipa da TVI dá-lhe a conhecer as crianças portuguesas que foram adoptadas por estrangeiros. Todos os anos são adoptadas internacionalmente mais de 40 mil crianças, em todo o mundo.


Veja o vídeo da reportagem


Portugal vai lá fora buscar os seus filhos mas deixa que crianças libertas para adopção sejam adoptadas por estrangeiros. Só na Suíça vivem mais de 70 crianças portuguesas que foram adoptadas por cidadãos suíços porque em Portugal ninguém as quis adoptar.

Quem são as nossas crianças adoptadas por estrangeiros? Qual a sua história? Porque não encontram famílias que as adoptem em Portugal? Porque é que cada vez mais casais portugueses vão ao estrangeiro adoptar os seus filhos? Como se podem ler as incongruências dos números da adopção?
As fronteiras e as pontes da adopção internacional na grande reportagem «Meninos do Mundo» da jornalista Alexandra Borges, com imagem de Ricardo Ferreira, montagem de Miguel Freitas.

Veja o vídeo da reportagem "



Fonte : TVI24

Missão - AJUDA DE BERÇO

Este post, vem no seguimento de um comentário feito por uma amiga, em que me chamou a atenção para a , Missão da AJUDA DE BERÇO, como podem verificar já fiz referência a esta instituição várias vezes, pois tenho uma grande admiração pelo trabalho destes profissionais tão competentes.

Vou então postar aqui excertos (os mais importantes, na minha opinião) da Missão & dos Objectivos da AJUDA DE BERÇO , para que melhor possamos compreender o empenho e dedicação desta nobre instituição que luta por uma causa tão digna : Mães&Crianças sem apoios !

"MISSÃO: A Ajuda de Berço promove, defende e dignifica a vida humana, através do apoio a mulheres grávidas sem condições e aos filhos delas nascidos; bem como o acolhimento e encaminhamento de crianças entre os 0 e os 3 anos de idade que não possam viver com os pais ou familiares.


IDEÁRIO: A Ajuda de Berço nasce da consciência de que toda a Vida pede amor.
Uma consciência que se manifesta através do empenho na defesa da Vida e na tentativa, sempre dábil, de viver na caridade que surge do amor por Cristo.
Desde o inicío da Instituição que esta acolheu para sua padroeira Madre Teresa de Calcutá pela sua simplicidade, incansável dedicação ao mais desprotegidos e exemplar amor a Deus.
Procuramos com todos os que quiserem fazer este caminho connosco, encontrar o sentido da vida, partilhando-a com os mais frágeis e procurando responder ás suas necessidades.

O objectivo da Ajuda de Berço é procurar responder com eficácia, segurança e afectividade à situação de desamparo em que se pode encontrar uma criança. Enquanto o fazemos damos abrigo, colo e todos os cuidados necessários aos pequeninos que nos são confiados.
Tudo na Ajuda de Berço se orienta de acordo com este fim: que a criança encontre um projecto de vida definido em que seja respeitada a sua dignidade, a dignidade humana. 

VOLUNTÁRIOS: Existe um grupo de voluntários de composição variável, constituído por pessoas que queiram ajudar a associação. Integram este grupo médicos pediatras, enfermeiros, terapeutas e outros profissionais, apara além de pessoas que disponibilizam o seu tempo para ajudar a tratar do centro de acolhimento e das crianças."


Para mais informações contacte ajudadeberco@ajudadeberco.pt ou ligue para o 21 362 82 74/6/7.



Igualdade no Casamento Homossexual, incluindo adopção, chega à Cidade do México


 

Segundo uma notícia publicada no site PortugalGay, a lei da Cidade do México que reconhece a igualdade no casamento civil para casais do mesmo sexo entrou em vigor no dia 4 de Março de 2010.
Centenas de casais de lésbicas e gays pediram licenças de casamento no registo civil.
A lei, que foi aprovada na Assembleia Legislativa a 21 de Dezembro com 39 votos a favor e 20 contra, passou a definir o casamento civil como "a união livre entre duas pessoas". Também legalizou a  co-adopção por casais do mesmo sexo.
Pela lei, os casamentos civis realizados na Cidade do México também serão reconhecidos no resto do país. Aconteceram cerca de 300 casamentos civis entre gays e lésbicas no passado dia 14 de Março no bairro de Cuauhtémoc.
A Cidade do México tem cerca de 9 milhões de habitantes e é uma entidade administrativa independente como os outros estados que fazem parte dos Estados Unidos Mexicanos, vulgarmente conhecidos por México.




Fonte : Site PortugalGay

Tribunal no Brasil, Autoriza a Adopção de menores por Casais Homossexuais


Ontem encontrei uma noticia que me fez pensar bastante, depois disso encontrei várias outras com contéudos semelhantes.

"Casal homossexual pode adotar filhos.O direito foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça, em um julgamento histórico esta semana.
O STJ manteve a adoção de duas crianças por duas mulheres, no Rio Grande do Sul.
A Justiça gaúcha já havia decidido que o casal podia constituir uma família, mas o Ministério Público estadual tinha recorrido, alegando que o fato era contra a lei.
No Superior Tribunal de Justiça, os ministros negaram o recurso do Ministério Público com base no entendimento de que é o interesse das crianças que deve prevalecer.
O relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que laudos da assistência social e do Ministério Público Federal recomendaram a adoção.
Além disso, ele ressaltou que há laços afetivos incontestáveis entre o casal e as crianças e que as duas mulheres querem garantir a melhor criação para os filhos."
 
 
 
De facto, temos que entender que vários casais Homossexuais adoptam as crianças individualmente (visto que ainda não é permitido em todos os paises que o façam em conjunto), o que mais tarde acaba por prejudicar as mesmas, vendo que em caso de separação ou herança, perante a lei aquela criança não tem direito a nada, podendo acabar mais desanparada do que devia.


Familias de Acolhimento

O que são Familias de Acolhimento ?

O Acolhimento Familiar consiste na atribuição da confiança da criança ou do jovem a uma pessoa singular ou a uma família, habilitadas para o efeito, e visa a integração da criança ou do jovem em meio familiar, a prestação de cuidados adequados às suas necessidades e bem-estar e a educação necessária ao seu desenvolvimento integral.



Enquadramento Legal

Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo

Decreto-Lei n.º 11/2008, de 17 de Janeiro




Tipos de Acolhimento Familiar



Acolhimento em lar familiar - crianças sem problemáticas associadas.

Acolhimento em lar profissional - crianças com problemáticas e necessidades especiais relacionadas, nomeadamente, com situações de deficiência, doença crónica e problemas do foro emocional e comportamental.

A quem se destina

O Acolhimento Familiar destina-se a crianças em situação de perigo, que necessitam de ser temporariamente integradas numa família alternativa à sua família natural. Pretende-se que as famílias de acolhimento proporcionem um contexto seguro, afectuoso e cuidador à criança, sendo paralelamente efectuada uma intervenção próxima da família natural, no sentido de, sempre que possível, promover a reintegração familiar da criança.



Requisitos de Candidatura

Pode candidatar-se a família de acolhimento quem reúna os seguintes requisitos:


-Ser residente na cidade de Lisboa; (*)

-Ter idade superior a 25 e inferior a 65 anos, salvo tratando-se de casais ou parentes que vivam em economia comum, casos em que a exigência deste requisito só se aplica a um dos elementos;

-Possuir escolaridade mínima obrigatória;

-Ter as condições de saúde necessárias para acolher crianças ou jovens;

-Possuir condições de higiene e habitacionais adequadas;

-Não ser candidato à adopção;

-Exercer o acolhimento familiar a título de actividade profissional principal ou secundária (o exercício de actividade profissional complementar deve ter horário compatível com as funções próprias de família de acolhimento);

-Não ter sido condenado, por sentença transitada em julgado, por crimes contra a vida, a integridade física, a liberdade pessoal, a liberdade e a autodeterminação sexual;

-Não estar inibido do poder paternal, nem ter o seu exercício limitado nos termos do artigo 1918.º do Código Civil.

Para além destes requisitos, os candidatos a lar profissional têm, ainda, de possuir:

-Formação técnica adequada e apresentar curriculum vitae detalhado, com especial referência às habilitações académicas e à formação e experiência profissional, preferencialmente na área das crianças e jovens.

Formalização da Candidatura

A candidatura ao acolhimento familiar deve ser apresentada pelo candidato na DIADIJ - Serviço de Acolhimento Familiar e formaliza-se perante a apresentação de Ficha de Candidatura, acompanhada dos seguintes documentos comprovativos:

-Fotocópia do Bilhete de Identidade ou Boletim de Nascimento de todos os elementos do agregado familiar;

-Certidão de Nascimento do/a candidato/a;

-Fotocópia do Cartão de Contribuinte do/a candidato/a;

-Fotocópia do Cartão de Beneficiário da Segurança Social do/a candidato/a;

-Certificado de Habilitações do/a Candidato/a;

-Curriculum Vitae (em caso de candidatura a lar profissional);

-Registo Criminal de cada um dos elementos da família candidata maior de dezasseis anos, para efeitos do processo de candidatura a família de acolhimento;

-Atestado Médico comprovativo do estado de saúde de todos os elementos do agregado familiar;

-Fotocópia do último recibo de vencimento ou declaração da entidade patronal ou fotocópia da última declaração de IRS;

-Certidão de Casamento ou atestado da Junta de Freguesia no caso de união de facto;

-Fotocópia de sentença regulação do poder paternal e Certidão de Nascimento dos filhos (caso se aplique);

-Fotografia do/a candidato/a e cônjuge (caso se aplique).



Selecção dos Candidatos

O processo de selecção engloba diversos procedimentos, designadamente:

-Entrevistas sociais e psicológicas;

-Visitas domiciliárias;

-Formação aos candidatos a família de acolhimento;

-Os candidatos são notificados da decisão final;

-No caso de exclusão, os candidatos poderão recorrer da decisão, nos termos do estipulado na legislação em vigor sobre esta matéria;

-No caso de decisão de selecção, os candidatos integrarão a bolsa de famílias de acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. (*)

-Acompanhamento às famílias de acolhimento


Durante o período acolhimento as famílias beneficiam de:


-Acompanhamento durante o acolhimento da criança;

-Apoio telefónico, durante 24 horas por dia, para situações de emergência;

-Contactos com outras famílias de acolhimento para troca de experiências;

-Sessões de formação;

-Ajuda financeira (prevista na Lei) para gastos com o acolhimento.



HORÁRIO DE ATENDIMENTO

Dias úteis:

09h00 às 12h30

14h00 às 17h30



CONTACTOS DA SANTA CASA DA MESERICORDIA DE LISBOA

Largo Trindade Coelho, 1200-470 Lisboa (*)

Tel. 213 235 177 / 213 235 118 / 213 235 406

Fax. 213 235 077

E-mail: dadij@scml.p




(*) No Caso de ser habitante da Cidade de Lisboa - Informação Regionalizada.
     Se for habitante de outra cidade, por exemplo, do Porto deve dirigir-se à Santa Casa do Porto.



Como contar a uma criança que ela é adoptada ?


Esta é visivelmente uma das dúvidas que os adoptantes mais sentem, pois por um lado é o medo de perder o respeito e a confiança da criança, e por outro o terror dela querer conhecer e lidar com os seus pais biologicos. Tendo como base vários artigos escritos por psicologos que lidam diáriamente com situações do género podemos chegar à conclusão que as suas opiniões são quase sempre unanimes, a criança adoptada tem todo o direito de saber dessa situação, os pais devem encarar com naturalidade este assunto, devendo desde sempre manter a criança à vontade com os termos "adoptado", "pais adoptivos/coração", "adopção" para que mais tarde a criança assimile aquilo que já sabe à cerca deste assunto e entenda o que lhe é contado. Não existe uma data estabelecida para ser contada a verdade sobre a sua existência, mas até aos 6 anos será a melhor altura pois além dela não crescer enganada também é uma fase em que a criança já compreende o que lhe é dito ( é essencial que a criança cresca com a ideia que é adoptada, para não achar que os pais trairam a sua confiança e lhe mentiram).   Os pais devem deixar claro que o amor não depende dos laços de sangue, e que o facto dela ser adoptada não muda nada, ela deixa de crescer na barriga da  mãe adoptiva para crescer apenas no seu coração.


Dê um Colinho à Ajuda de Berço !

Neste post vou falar-vos novamente duma Instituição pela qual tenho a maior admiração e carinho, a Ajuda de Berço. Todos os meses a Ajuda de Berço coloca no site da instituição uma lista com os produtos em falta.


PRODUTOS DE MAIOR NECESSIDADE ESTE MÊS:
  • Água de colónia
  • Álcool
  • Álcool Gel
  • Amaciador de cabelos
  • Amaciador de Roupa
  • Azeite
  • Ben u Ron Xarope
  • Boiões de Fruta
  • Detergente de Loiça
  • Fraldas 9-15 kg e 13-18kg
  • Guardanapos
  • Panasorbe Xarope


Produtos Alimentares:

  • Leite em pó n.º 2 ( Todas as marcas)
  • Leite em pó especiais AR e HA ( Todas as marcas)
  • Papas Milupa
  • Puré de batata
  • Iogurtes de aromas ou naturais
  • Salcichas
  • Produtos de Higiene / Diversos:
  • Sacos do Lixo de 100 litros
  • Luvas hospitalares
  • Toalhitas
  • Termómetros para criança
  • Cadeiras de comer
  • Cadeiras e Bancos para carro
  • Pilhas médias e grandes
  • Colónias
  • Oléo Corporal
Produtos Farmacêuticos:
  • Motilium
  • Atrovent inalador
  • Clamoxil 250
  • Clavamox Dt 400
  • Canesten
  • Seretaide 25-125
  • Flixotaide 25-125
  • Miltre soro
  • Klacid 125
  • Dermofix pó
  • Oleodermil
  • Biopenthal
  • Oxolamina
  • Soro fisiológico (ampolas individuais)
  • Neo sineferina gotas
  • Brufen Xarope


Material didático:

  • Digitinta (várias cores)
  • Plasticinas
  • Cartolinas
  • Papel de Lustro

Estes produtos podem ser entrgues nas seguintes moradas :

- Sede Social e Centro de Acolhimento (Alcântara)
Av. de Ceuta, nº 51 – r/c
1300-125 Lisboa


Nova casa da Ajuda de Berço (Monsanto)

- Travessa Francisco Resende, nº 37
(junto ao Colégio Beiral)
1500-289 Lisboa


Dê o Seu Colo a uma Causa Maior !
a Ajuda de Berço precisa de Si !

Há mais de 500 crianças que ninguém quer adoptar


Por muito que custe a acreditar, há mais de 500 crianças com situação jurídica definida para serem adoptadas que não são pretendidas por qualquer dos 2.493 candidatos à adopção inscritos na Segurança Social, (segundo a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação).


«Ninguém as quer adoptar porque estão fora das pretensões dos candidatos. Têm mais de três anos, não são brancas, têm uma doença ou uma deficiência e têm irmãos», disse.
Idália Moniz falava aos jornalistas a propósito do relatório sobre a situação das crianças e jovens em acolhimento, um documento entregue anualmente no Parlamento e que aponta para a existência em 2009 de mais de nove mil crianças em instituições de acolhimento.
Infelizmente, a adopção é um dos futuros previstos para estas crianças, mas apenas 10 por cento dos jovens acolhidos tem esta solução como projecto de vida, um dado que, segundo a secretária de Estado, está relacionado com a idade cada vez mais avançada das crianças que entram em acolhimento e com as preferências dos candidatos que incidem em crianças muito pequenas.

Segundo Idália Moniz, as 574 crianças que ninguém quer adoptar não reúnem as características que os candidatos pretendem, sonhando com um filho ideal que na verdade nunca existe.
«Temos sempre o desejo de ter o filho ideal mas quem tem filhos sabe que o filho ideal não existe, são como são e nós aceitamo-los como são», disse.

De acordo com dados das listas nacionais de adopção referentes a Fevereiro, estão inscritos 2.493 candidatos à adopção e destes 2.323 querem crianças entre os 0 e os 3 anos, 1994 gostariam que fosse branca, apenas três aceitam adoptar crianças com problemas de saúde graves, cinco com deficiência, 170 com problemas de saúde ligeiros e 464 admitem adoptar irmãos.

Idália Moniz disse ainda que candidatos que coloquem todas estas restrições poderão levar anos a adoptar uma criança pura e simplesmente porque esta não existe. Sem restrições, adiantou, o tempo médio de um processo desde a criança é colocada em situação de adaptabilidade ronda os 60 dias e a adopção poder ser decretada em nove meses.

Visto isto, está explicado de forma simples um dos porquês das listas de espera imensas para se conseguir adoptar uma criança, os preconceitos fisicos e raciais são uma entrave gigantesca, nenhum casal quando tem filhos biológicos, vai escolher como vai ser fisica e psicologicamente a criança, então por que razão o fazem quando decidem adoptar ?


Como impor Regras às Crianças ?

No post de hoje, decidi abordar uma problemática bastante preocupante para alguns pais, como impor regras ao seu filho ?
Geralmente os Pais acham  muita piada quando a pequenada sabe responder a letra, o pior é que eles se vão apercebendo que temos pontos "fracos" e acabamos por rir com as respostas e a birras deles, desta forma sempre que os contrariarmos ou os chamamos à atenção eles vão pensar que podem responder e desobedecer e assim criamos desde logo um mau hábito para o futuro.


A importância de impor Regras e Limites

O pediatra norte-americano Berry Brazelton afirma que “para as crianças crescerem bem, precisam apenas de amor e limites” – o amor é fundamental para crescer com confiança e auto-estima; os limites são cruciais para a criança aprender o autocontrolo, para que possa viver em família e em sociedade. Ou seja, no que toca às regras de comportamento lá em casa (e fora dela!) é realmente de “pequenino que se torce o pepino”. A educação começa em casa e não tem de se sentir culpado por ser demasiado rigoroso – as crianças tornam-se adultos equilibrados porque viveram com regras e limites, não ao contrário.


Poucas e boas

Estudos de comportamento infantil revelam que as crianças respondem muito bem a regras, desde que sejam simples e limitadas em quantidade. A partir do momento em que a criança seja crescida o suficiente para perceber entre o que está certo e errado, estabeleça as regras que sejam adequadas à sua idade, de forma clara e uma de cada vez, para não as confundir. É melhor memorizarem poucas do que nenhumas. Sem perder a autoridade ou fazer muitas cedências, tente manter alguma flexibilidade: por exemplo, ao explicar à criança esta ou aquela situação, dê-lhe três possíveis cenários, pedindo-lhe que dê a sua opinião sobre qual o caminho certo a seguir. Para além de a envolver e fomentar a sua independência, torna a imposição de limites menos rígido e menos “pesado”, sendo a “negociação” a forma mais fácil de fazer com que os miúdos aprendam a respeitar as regras. Claro que estabelecer e impor limites aos seus pequenos anjos vai, por vezes, custar-lhe (é um sentimento normal), não vai ser fácil e demorará o seu tempo. Mas a paciência, o amor e a aprendizagem conjunta vão dar uma ajuda preciosa.


Como estabelecer regras

Quando quiser implementar uma regra, fale com a criança calmamente, explicando o que pretende da forma mais clara possível, perguntando-lhe várias vezes se tem dúvidas. Explique-lhe, de igual modo, quais as consequências do não cumprimento das regras. Os “castigos” devem ser bem claros e executáveis, ou seja, não diga que a vai privar de ver televisão uma semana se sabe que nunca terá a coragem de o fazer. Dê-lhe alguma liberdade dentro do cumprimento das regras, ou seja, se sabe que às 21h00 tem de ir para a cama e tem de lavar os dentes e arrumar os brinquedos antes de ir, deixe-a escolher o que quer fazer primeiro. As regras também podem ser divertidas.


Portei-me mal!

Se a criança “ameaça” não cumprir uma das regras, dê-lhe um aviso de 5 minutos, falando calma mas seriamente e lembre-lhe as consequências. Depois de verificar que a regra não foi cumprida ou foi parcialmente cumprida, pergunte-lhe porque é que não o fez, explique-lhe como é que se faz (no caso de ter tido alguma dificuldade) ou ajude-a a terminar a tarefa, dizendo que para a próxima já vai conseguir fazê-la sozinha. A forma mais fácil de uma criança se tentar livrar de cumprir as suas regras é fazer uma birra, no entanto, os adultos nunca devem ceder às birras infantis. Se chegar ao ponto que o castigo é necessário, não hesite em cumpri-lo, ou seja, não mude de ideias, não altere o castigo “prometido” – de outra forma, pode passar a ideia de que as consequências não são reais e tanto faz cumprir ou não as regras.

Portei-me bem!

Não se focalize demasiado no mau comportamento e procure dar igual atenção ao bom comportamento. Quando a criança arruma os seus livros ou lava as mãos sem ninguém lhe dizer nada, elogie-a e dê-lhe mimos – não há nada que as crianças gostem mais do que ser alvo da atenção dos pais (por bons motivos claro!), por isso, é natural que continuem a portar-se bem, só para continuarem a chamar a sua atenção. Quando a criança se portar bem e pedir alguma coisa com calma e educação, pondere fazer-lhe a vontade.



Casa de Santo António


Hoje escolhi falar-vos de uma nobre istituição, a Casa de Santo António é uma instituição com larga história tendo sido fundada em 1931 por iniciativa do Prof. Doutor D. Pedro da Cunha, profundo conhecedor da realidade maternal na adolescência pela sua experiência na Maternidade Alfredo da Costa, nasceu a ideia de fundar uma Casa de acolhimento e apoio à mãe solteira carenciada e seus filhos.

Fiquei impressionada ao perceber qual a missão desta instituição, tal como várias outras, além de acolher jovens grávidas, ainda as ensina a cuidar dos seus filhos, tendo a propria instituição uma creche que permite que as mães trabalhem/estudem. Esta instituição, ajuda-as não só a serem MÃES como a serem "boas profissionais" procurando inseri-las no mercado de trabalho, "dando-lhes" também estabilidade financeira e emocional.

A Casa de Santo António está a desenvolver uma campanha de Solidariedade Social em parceria com o Hipermercado Jumbo. Cada vez que for às compras, ajude estas familias em construção "comprando" um vale (no valor de 1, 3 ou 5euros), que darão a estas crianças a certeza de mais refeições.

SUBSÍDIOS E SUBSÍDIOS SOCIAIS

SUBSÍDIOS E SUBSÍDIOS SOCIAIS


Por adopção- Atribuído aos candidatos a adoptantes de menores de 15 anos, durante um período até 120 ou 150 dias seguidos (não estão incluídos os filhos do cônjuge do beneficiário ou da pessoa com quem este viva em união de facto).

A estes períodos acrescem 30 dias seguidos, que podem ser gozados apenas por um ou repartidos por ambos os adoptantes, nos casos de:

- Partilha do período do subsídio (cada um dos adoptantes goza, em exclusivo, os 30 dias ou dois períodos de 15 dias seguidos);

- Adopções múltiplas.


Nas situações de incapacidade física ou psíquica, ou de morte de um dos adoptantes, o subsídio é atribuído ao outro adoptante, pelo restante peíodo que faltava gozar ou durante 14 dias, no mínimo. O cônjuge que não for candidato a adoptante só tem direito ao subsídio se viver em comunhão de mesa e habitação com o adoptado.


 
Por adopção em caso de licença alargada- Atribuído a qualquer um dos adoptantes ou a ambos alternadamente, para assistência a adoptado, integrado no agregado familiar, desde que a licença por adopção alargada seja gozada imediatamente a seguir ao termo do período de concessão do subsídio por adopção inicial ou do subsídio por adopção por licença alargada do outro adoptante.

É concedido por um período até 3 meses.


REQUERIMENTO



Os subsídios são requeridos nos formulários de modelo próprio abaixo indicados, os quais podem ser obtidos:

- Em suporte de papel, nos serviços da segurança social ou através da Internet, em www.seg-social.pt na opção formulários/Parentalidade. Neste caso, o requerimento deve ser entregue nos serviços do Instituto da Segurança Social, I.P. ou das Caixas de Actividade e de Empresa e nos serviços competentes das administrações das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, consoante o beneficiário esteja abrangido por uns ou por outros.

- Para preenchimento e entrega online, naquele mesmo endereço da INTERNET, no serviço Segurança Social Directa, se a entidade competente para o tratamento do requerimento for o Instituto da Segurança Social, I.P. ou os órgãos competentes das Administrações das Regiões Autónomas.



O requerimento deve ser entregue no prazo de 6 meses a contar da data do facto que determina a protecção. Apresentado depois deste prazo, o período de concessão é reduzido pelo tempo correspondente a este atraso, se ainda estiver a decorrer o período de concessão

 
Requerimento a preencher e entregar: Mod. RP 5050-DGSS-FOLHA ANEXA


Adopção de Crianças por Casais Homossexuais

Adopção de crianças por Casais Homossexuais, SIM ou NÃO?



Numa sondagem efectuada pelo jornal "Sol" no dia 9 de Fevereiro deste ano, questionou-se a uma amostra de portugueses qual a sua opinião em relação a um assunto extremamente sensível quando se fala da sexualidade. Actualmente, quando uma discussão segue rumos relacionados com a homossexualidade, há questões que se colocam em relação à igualdade de direitos entre os homossexuais e o heterossexuais para a formação de família. Tais questões foram colocadas aos portugueses e eles responderam conforme poderá ver no gráfico abaixo colocado.


"Concorda com a adopção de crianças por casais homossexuais?"




"Uma clara maioria constítuida por 60,3% dos portugueses inquiridos opõe-se à adopção de crianças por casais homossexuais, contra menos de metade (29,7%) que concordaria que essa medida fosse aprovada legalmente. Um em cada dez inquiridos (10%) não manifesta opinião.
A aprovação à adopção por homossexuais é minoritária mas maior entre as mulheres (33,9%) do que entre os homens (25,2%) e regista valores mais significativos entre os jovens (na casa dos 40%), caindo entre os mais idosos (para o nível dos 20% a 30%). É, por outro lado, no Norte e no Porto que a oposição é maior a estas adopções, bem como na classe baixa. Quanto ao estado civil, é entre os casados, católica ou civilmente, que se encontram os maiores opositores à adopção de crianças por casais homossexuais."





Fontes:

Campanha Solidária em Tarouca !

Bombeiros lançam campanha para ajudar criança de 5 anos


"A abertura de uma conta bancária e a realização de um passeio todo-o-terreno, a 14 de Março, são as iniciativas que constam da campanha "Solidariedade para com o Pedro", levada a cabo pelos Bombeiros Voluntários de Tarouca, para ajudar uma criança, filho de um dos elementos da corporação, que sofre de graves problemas de saúde.
O Pedro tem cinco anos, nasceu cego e ainda não consegue falar nem andar. E, de acordo com o comunicado dos bombeiros, se em relação à cegueira, apenas existe uma remota hipótese de cura, no que toca à locomoção, "há fortes indícios, de que possa a vir caminhar normalmente, após uma intervenção cirúrgica, na zona das ancas".
É precisamente para ajudar as custas do tratamento, que esta campanha está em marcha, uma vez que a criança será alvo de uma intervenção cirúrgica na cidade do México (México).
"Como é óbvio, o objectivo não é ficar por aqui, pois acreditamos que o Pedro vai andar, mas continuar a apoiá-lo nas seguintes fases de tratamento", adiantam os bombeiros.

Para além da conta solidária que foi criada (no balcão do BPI em Lamego, com o número 8-4414901 e o NIB 0010 0000 44149010001 09), os donativos podem ser entregues na central de comunicações dos Bombeiros Voluntários de Tarouca.

Em relação ao passeio todo-o-terreno, o preço da inscrição é de apenas 30 euros - para jipes e motos. Os acompanhantes pagam 20 euros."



Fonte : Taroucahoje

Crianças Esquecidas pelas Familias - Se adoptar está a Ajudar !

Enquanto navegava no Portal da Criança, encontrei um artigo que apesar de me chocar não me surpreendeu totalmente, o jornal Público teve acesso a um relatório de caracterização das crianças e jovens em situação de acolhimento em 2006, denominado de Plano de Intervenção Imediata , do Instituto da Segurança Social.
Neste constava que, 40 % das Crianças que habitam em lares de acolhimento não recebem visitas das suas familias ! Muitas delas são retiradas às familías ou entregues pelas mesmas às instituições responsáveis,por falta de condições de foro emocional e económico. Na sua grande maioria estas crianças são ainda de tenra idade, não criando ou mantendo vínculos afectivos com as famílias biológicas. 
O panorama fica ainda mais escuro quando percebemos que muitas crianças não são dadas para a adopção pois as suas familías biológicas estão vivas e não o permitem, apesar de raramente os visitarem e lhes darem pouca ou nenhuma atenção, também não deixam que eles sejam amados e educados por outras pessoas, que por vezes são muito mais capazes e muito mais PAIS do que os biológicos.
Em suma, a familía de muitas crianças são os seus educadores(as), senhoras de apoio, psicologos(as), assistêntes sociais, e as outras crianças com que coabitam nos lares de acolhimento onde se encontram, estes são os seus maiores modelos parentais e de familia pois na maior parte dos casos estas crianças crescem e só saem destas instituições quando atingem a maioridade.

Noticia de : 08-10-2007



Adopção pode ser a Solução !
Informe-se , Faça uma Criança Feliz !



Elas São Tudo !

Realmente as crianças são incriveis!

Enquamto fazia algum trabalho de pesquisa encontrei um blog com contéudos muito interessantes, o post mais recente falava sobre um senhor chamado Leo Buscaglia,  este relatou que tinha sido convidado como jurado de um concurso, o objetivo era escolher a criança mais cuidadosa.

Todas as histórias me comoveram, mas uma delas vais de encontro a tudo aquilo que exponho aqui, por isso decidi transcreve-la para este post.

Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.

Logo uma menina falou:

- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.
Logo outro aluno perguntou-lhe:

- O que significa "ser adotado"? - Significa - disse a menina - que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!"

Histórias de Força e Coragem !

Este post é exclusivamente dedicado ao bom trabalho e empenho da Instituição Ajuda de Berço.

Depois de navegar continuamente no site desta instituição deparei-me com um separador denominado de : "Histórias da nossa História", nesse mesmo separador estavam várias histórias de crianças mal tratadas e mal cuidadas, vários casos de sucesso da Ajuda de Berço, pois a instituição interviu e pôde dar um novo colinho a estas crianças.
Esta é uma das hitórias que lá constava,  assumo que me tocou pessoalmente e por isso decidi partilha-la com todos os interessados.

"Esta é a história de 2 meninos que aos 2 anos finalmente começaram a sentir como era bom ter uma família …

Nasceram prematuros, como acontece quase sempre com os gémeos, facto que os obrigou a ficar no hospital desde o nascimento até aos 2 meses de idade.

Foram então para casa com os pais, mas esta era muito pequenina, desarrumada e suja, ficando os 2 bebés a dormir na mesma cama. Passavam a maior parte do tempo sozinhos (um com o outro). O pai trabalhava fora e quando estava em casa bebia muito. Às vezes zangava-se com a mãe, batia-lhe e gritava, o que tornava a casa também muito barulhenta. A mãe, ainda jovem mas já com 4 filhos, não tinha ajuda para cuidar das crianças e sentia-se sozinha.

Estes 2 meninos acabaram por dar entrada de urgência no hospital aos 8 meses com uma subnutrição grave e anemia, por falta de cuidados por parte dos pais.

Após 2 meses de internamento, entraram para a Ajuda de Berço. As crianças relatavam grande avidez de contacto humano, mostrando-se muito excitadas quando as pessoas lhes davam atenção. Além disso, apresentavam um grande atraso de desenvolvimento, de que os médicos tinham dúvidas que pudessem vir a recuperar.

Os pais vieram visitar os 2 meninos à Ajuda de Berço tão poucas vezes que eles passaram a senti-los como estranhos, não os reconhecendo e chorando sempre que se tentavam aproximar.

Durante um ano a história foi a mesma. A Ajuda de Berço trabalhou em conjunto com o Projecto de Apoio à Família e à Criança e com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na tentativa de que estes pais melhorassem as suas condições de vida para poderem receber novamente os filhos, mas eles não aceitavam a ajuda, recusando-se a admitir qualquer responsabilidade pela situação em que se encontravam os dois meninos.

Quando os gémeos tinham cerca de 1 ano (e estavam na Ajuda de Berço) os pais tiveram outro filho, que ficou ao cuidado deles e que veio a falecer em casa com 3 meses de idade, desconhecendo-se ainda a causa da morte.

Por muito que possa custar a todos, estes pais biológicos não foram capazes de ser os pais destes meninos, pelo que teve de se desistir deles …

Como todas as crianças, estas duas necessitavam urgentemente de uma família que lhes pudesse dar todo o amor e carinho a que têm direito. Na Ajuda de Berço fizeram uma recuperação espantosa e aos 20 meses já revelavam um desenvolvimento normal para a idade.

O Tribunal concordou que a melhor solução para estas crianças seria a adopção.

Com os 2 anos acabados de fazer os meninos conheceram o casal que seria a partir daí o seu pai e a sua mãe, se se observasse uma boa integração das crianças nesta família.

A necessidade de chamar mãe a alguém era tão grande (os meninos nunca tinham dito a palavra mãe) que logo no segundo dia com os pais começaram a fazê-lo, com um "à vontade" tão grande que parecia sempre terem vivido juntos.

Este amor tem-se consolidado aos poucos e os 2 meninos finalmente sentem que podem confiar em alguém. Graças a esta nova família, provavelmente conseguirão superar as carências por que passaram no primeiro ano de vida …"

Cartaz [Estudo de Cor]



Cartaz Adopção

Todos os Direitos Reservados

Como é o Processo de Adaptação da Criança ?

Como é o Processo de Adaptação da Criança ?

Assim que a criança conheça os "candidatos a pais" e por estes seja "aceite", a sua integração na sua nova familia deve ser cuidadosamente preparada. A sua adaptação dependerá muito da criança e dos adoptantes, devendo durar o tempo necessário para que ambas as partes ultrapassem todas as barreiras.


Período de Pré-Adopção

Assim que a criança passa a residir com a família adoptiva, dá-se início ao período de pré-adopção, onde a lei determina que este não deve prolongar-se por mais de 6 meses.

Quando os técnicos consideram reunidas as condições para tal, dão por terminado este período e elaboram o relatório final (relatório de inquérito). É a partir deste momento que poderá ser requerida pelos adoptantes ao Tribunal de Família e Menores a adopção plena da criança.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assegura a vertente jurídica de todo o processo preliminar da adopção, e colabora na elaboração da petição de adopção, em vista da constituição do vínculo respectivo.


Ajuda de Berço

Desde já gostaria de agradecer à D.ª Claudia Pereira , da Ajuda de Berço que se disponibilizou e aceitou que este blogue divulga-se tudo sobre a Ajuda de Berço e as campanhas que tem neste momento em mãos.

A Ajuda de Berço é uma instituição sem fins lucrativos que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos de idade, neste momento a Ajuda de Berço está envolvida num novo projecto social (denominado, Projecto Vaquinha) , o desafio é angariar verbas para que seja construida uma casa para acolher estas crianças.
Este projecto conta com a ajuda de todos nós.
Para que a realização deste projecto seja possível a Ajuda de Berço lançou a colecção " ABC da Vaquinha", cada livro tem o custo de apenas 3euros. ( A Colecção é composta por 6 livros, sendo o preço final da Colecção de 18 euros - Os livros são vendidos com o Jornal Público aos Domingos )


Pode ainda ajudar esta Organização sem fins Lucrativos da seguinte forma :


















 
Pode ainda entrar no site da Ajuda de Berço, e ver quais os bens em falta neste momento.
Para si um pequeno Gesto, para eles um Grande Colo !






Campanha Adopção



Cartaz Elaborado por Ana Raquel Lopes
Com Todos os Direitos Reservados

Santa Casa da Misericórdia - Promotora da Adopção


A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa té uma instituição que possui competências para promover a adopção no município de Lisboa.

O Serviço de Adopção:

•Inscreve, estuda e avalia candidatos à adopção. Questionário Individual e Informação Médica
•Integra crianças nas famílias seleccionadas para adoptar;
•Acompanha e avalia o período de pré-adopção com vista à constituição definitiva do vínculo da filiação adoptiva.

Assegura, também, um serviço de Atendimento e Informação sobre questões relacionadas com a adopção.


COMO SE PROCESSA A INSCRIÇÃO (adopção nacional e internacional)


Onde fazer a inscrição ?


•Quem reside no município de Lisboa deve inscrever-se na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), equiparada a organismo de segurança social para efeitos de adopção;
•Quem reside em Lisboa, fora do município, deve inscrever-se no Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Lisboa (CDSSS);
•Nas outras zonas do País, a inscrição é feita no CDSSS da área (distrito) da residência.



Principais requisitos:

•Definição da área de residência;
•Possuir à data da integração da criança:
-Entre 30 a 60 anos de idade, se candidatos singulares;
-Entre 25 e 60 anos, se casais, devendo o casal (casamento ou união de facto) estar constituído há pelo menos 4 anos à data da inscrição, para início do processo de estudo da candidatura (Lei nº 7/2001, de 11 de Maio).
•Entregar os documentos solicitados.



Documentos a apresentar
Relativos ao(s) candidato(s):


•Certidão de Nascimento;
•Fotocópia do Bilhete de Identidade;
•Certidão de Casamento;
•Atestado da Junta de Freguesia, no caso de União de Facto;
•Registo Criminal, para efeitos de processo de adopção;
•Atestado Médico comprovativo do estado de saúde, para efeitos de adopção;
•Fotocópia do recibo do último vencimento ou declaração da entidade patronal ou fotocópia do duplicado da última declaração do IRS entregue nas Finanças;
•Fotografia;
•Número de identificação da Segurança Social (NISS);
•Número de Contribuinte.


No caso de algum dos candidatos à adopção ter nacionalidade estrangeira, é ainda necessário:


•Certificado de Legislação emitido pela Embaixada ou Serviço Consular do respectivo país, contendo as disposições da sua lei nacional quanto aos requisitos para adoptar;
•Certificado de Registo Criminal emitido pelo país de origem, para além do certificado de registo criminal emitido pelas autoridades portuguesas.



Relativos ao(s) filho(s) do(s) candidato(s):

•Fotocópia da Cédula ou do Bilhete de Identidade.

Logo que reunida toda a documentação deverão os candidatos dirigir-se ao serviço no horário abaixo discriminado para proceder à respectiva inscrição. A partir dessa data dar-se-á início ao processo de estudo e selecção da candidatura.



COMO SE PROCESSA O ESTUDO E A SELECÇÃO DE CANDIDATOS?


•O estudo e avaliação psicossocial dos candidatos à adopção são obrigatórios;
•Pressupõe a realização de pelo menos três entrevistas, uma delas efectuada no domicílio;
•Deve ser efectuado num prazo máximo de 6 meses;
•O estudo é aprovado superiormente, quer se trate de um parecer final de selecção quer se decida pela exclusão de candidatura;
•Os candidatos são notificados da decisão final;
•No caso de exclusão, os candidatos poderão recorrer da decisão, nos termos do estipulado na legislação em vigor sobre esta matéria;
•No caso de decisão de selecção, os candidatos passarão para a lista de espera, aguardando, a partir desse momento, que lhes seja proposta a criança com o perfil e as características para as quais se encontram seleccionados.



HORÁRIO DE ATENDIMENTO
Dias úteis:
09h00 às 12h30
14h00 às 17h30


CONTACTOS
Largo Trindade Coelho, 1200-470 Lisboa
Tel. 213 235 000
Fax. 213 235 077
E-mail servicodeadopcao@scml.pt





Fonte : Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Cartaz - Adopção




Logótipo Retirado do Site da Santa Casa da Mesericórdia
Cartaz realizado por : Ana Raquel Lopes : Com todos os Direitos Reservados

Portugueses - Querem Adoptar Crianças Haitianas

Tendo como base as informações expostas no site do Público, vários casais Portugueses manifestam à Cruz Vermelha Portuguesa que estão interessados em adoptar crianças Haitianas vitímas desta enorme tragédia.
É de sublinhar, que em caso de catastrofes e Guerras, os Processos de Adopção podem ficar suspensos, visto que o país não se encontra em condições de assegurar com rigor e eficácia os processos de Adopção Internacional e tudo o que estes implicam.

Espero sinceramente, que não desistam da adopção, seja ela Nacional ou Internacional. Todas as Crianças merecem ter um lar bem estruturado, onde sejam acarinhadas e educadas de forma a que mais tarde se tornem futuros pais e mães "equlibrados e completos".
É de louvar a ajuda e a disponibilidade demonstrada pelo povo Português, seja em adoptar ou até em partir para o Haiti para ajudar os mais necessitados.

Perante esta onda de solidariedade, Luís Villas-Boas, dirigente do Refúgio Aboim Ascensão e defensor da adopção como forma de dar estruturas às crianças que perderam a família, mostra-se “Feliz e Honrado”.

“É de um grande humanismo e uma grande disponibilidade” esta atitude dos portugueses que têm “uma predisposição quase genética para a solidariedade”, disse.
Luís Villas-Boas elogia a atitude dos portugueses de quererem assumir-se como a família das crianças que ficaram sem ela.

“Como português, fico honrado. Como cidadão, farei o que puder”.


Fonte : Público
Fonte da Imagem : http://bombeirosportugal.files.wordpress.com/2010/01/ng12429421.jpg

Rejeição de Crianças Adoptadas

Segundo o Diário IOL (datado em Novembro de 2008), nos ultimos anos mais de 70 crianças em processo de pré-adopção foram devolvidas às instituições.
Com base em dados do Instituto de Segurança Social, no ano de 2005 a pré-adopção não resultou para 23 crianças, tendo estas que voltar para as instituições onde habitavam anteriormente.


A "devolução"/ rejeição destes menores, provoca danos graves, tendo em conta que podem já ter sido vitímas de um abandono inicial (por parte dos pais biológicos), este acontecimento, pode ser tomado como um reviver da dor e do mau-estar, reflectindo-se isto na fraca auto-estima destas crianças e nos graves problemas que podem apresentar a nível do seu desenvolvimento social, ou seja, na sua relação com o mundo que os rodeia.


Podem haver vários motivos inerentes à desistência do casal de adoptantes, aalguns bastante incompreesiveis, é necessário que o casal tenha a consiência que um filho, seja de sangue ou adoptado,implica sempre responsabilidades fixas, tais como, disponibilidade financeira e afectiva. Nos primeiros tempo é necessário que haja um maior zelo da parte dos adoptantes para com os adoptados, tendo em conta que este processo de adaptação é muito complexo e demorado, até por que o menor pode ter vivenciado várias experiências traumáticas, daí a dificuldade na adaptação e integração na sua "nova vida".

Tráfico de Crianças no Haiti

Na passada Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010, dez Americanos foram detidos e acusados de tentar passar um grupo de trinta e três crianças Haitianas à Republica Dominicana, as crianças tinham entre dois e quatorze anos.
As autoridades locais agiram com rapidez e eficácia pedindo a identificação às respectivas crianças. Os alegados traficantes pertencentes a uma organização religiosa afirmam que só estavam a tentar levar as crianças para um abrigo negando vivamente todas as acusações que lhes são feitas.

Com base numa noticia publicada no Angola Press - Internacional , o Instituto Haitiano do Bem-Estar Social conversou com algumas dessas crianças, que afirmam que os seus pais estam vivos, muitas chegaram a mostrar o respectivo endereço.


Noticias e factos como este, são um grande entrave à Adopção Internacional tento em conta, que os adoptantes nem sempre têm intenções crediveis acabando por não tratar os adoptantes de forma adequada.

Fonte : Angola Press - Internacional

Adopção no Haiti - Eles Precisam de Ajuda !


Após uma pesquisa na net, pude verificar que vários casais têm comentado sites de apoio ás vitimas do Haiti, a pedir informações sobre a adopção de crianças Hatianas, este é um gesto muito bonito , que pode ajudar estas crianças a ter um Futuro Melhor.

Quando entrei no Site da Cruz Vermelha Portuguesa, deparei-me com este artigo que mais uma vez confirma o que foi em cima referido, estas crianças precisam de ajuda, precisam de uns pais, sejam Haitianos, Portugueses ou de qualquer outra nacionalidade, estas crianças precisam de amor e estabilidade, só assim poderão, talvez um dia, superar o trauma por que estão a passar infelizmente.

"Joe, de quatro anos, num campo de deslocados no centro de Port-au-Prince
A primeira vez que vimos Joe, de quatro anos, foi devastador. Mal conseguia sentar-se, a limpar migalhas de um pequeno pedaço de cartão que se tinha tornado a sua casa. Arranjou um espaço para dormir, como faria a sua mãe, os seus olhos reviraram-se na sua cabeça, e ele mergulhou num estado de confusão.



O Joe veio de lado nenhum. Alguém reparou nele a dormir despido no chão e foi trazido para um hospital de campanha da Cruz Vermelha situado no centro da capital destruída do Haiti.

Mageli St Simon, uma voluntária de apoio psicológico da Cruz Vermelha Haitiana começou a tomar conta dele. “A cabeça dele estava ferida”, diz. “E estava doente, talvez malária, talvez tifóide.”



Joe com a voluntária de apoio psicológico da Cruz Vermelha Haitiana, Mageli St Simon
Mageli começou a interagir com a criança doente e, depois de mais ou menos um dia, conseguir saber o nome dele. Ela deu-lhe uma caneta e papel e ele desenhou a sua mãe e pai. Depois ela deu-lhe um telefone de brincar.

Ele começou a falar com a mãe. Perguntei-lhe o que ela dizia. Ele respondeu-me: “Ela diz não procures por mim, estou morta.” “Não sei como é que ele sabia, alguém lhe deve ter dito antes de ele se perder.”

Passados três dias, o Joe está bem. Ainda está doente, mas bebe água e come pouco. Ele desenha-nos uma cruz. É um bonito e frágil rapazinho, com um ligeiro estrabismo que o faz parecer ainda mais vulnerável; faz-nos querer protegê-lo.

Mageli concorda. “Temos de nos conhecer a nós próprios antes de conhecermos os outros,” diz. “É por isso que tomo conta do Joe, para saber o que ele precisa. Não posso dar dinheiro às pessoas, mas posso ajudar da minha própria maneira.”

Se o Joe não tiver familiares que assumam a responsabilidade de cuidar dele, o pequeno rapaz irá para um orfanato assim que for encontrada uma organização adequada que trabalhe com órfãos. E ele ficará bem. É um sobrevivente."


Fonte : Cruz Vermelha Portuguesa

Adopção Internacional

ADOPÇÃO INTERNACIONAL


A República Portuguesa ratificou a Convenção Relativa à Protecção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adopção Internacional, adoptada em Haia em 29 de Maio de 1993, tendo a mesma entrado em vigor em Portugal em 1 de Julho de 2004.

A Direcção-Geral da Segurança Social, da Família e da Criança foi designada “Autoridade Central” para dar cumprimento às obrigações decorrentes da Convenção, bem como “Autoridade Competente” para proceder à certificação de que a adopção foi feita de acordo com a Convenção.


Como proceder?

Se o candidato a adoptante residir em Portugal e pretender adoptar criança residente no estrangeiro?

•Os candidatos devem dirigir-se à entidade competente da sua área de residência.
•Após selecção, a candidatura é transmitida, através da Autoridade Central Portuguesa (1), à entidade com­petente do país de origem do menor a adoptar.


Se o candidato a adoptante residir no estrangeiro e pretender adoptar menor residente em Portugal?

•Deve dirigir-se à entidade competente do país onde reside.
•Após selecção, a candidatura é transmitida, por esta entidade, à Autoridade Central Portuguesa (1).
•Só são encaminhadas para adopção internacional as crianças que não encontrem candidatos a adoptantes residentes em Portugal

(1) Direcção-Geral da Segurança Social, da Família e da Criança

O processo deverá conter os seguintes documentos a elaborar pelo departamento oficial competente em matéria de adopção do país da residência:

•Certificado de idoneidade para adopção internacional;
•Relatório social e psicológico;
•Declaração de compromisso quanto ao acompanhamento da situação da criança durante o período de pré-adopção, ao envio de relatórios periódicos até a adopção ser decretada, bem como ao envio de cópia autenticada da sentença que decrete a adopção, ou de outra solução caso a adopção não se concretize.

Devem ainda acompanhar os processos de candidatura os restantes documentos:

•Cópia autenticada do passaporte;
•Certidão de casamento;
•Certificado de registo criminal;
•Certificado médico;
•Atestado de residência;
•Cópia autenticada da declaração de rendimentos ou declaração da entidade patronal relativa ao rendimento auferido no âmbito da actividade profissional.


Todos os documentos não escritos em língua portuguesa, devem ser acompanhados da respectiva tradução devidamente certificada. No caso da documentação ser constituída por cópias, as mesmas para serem dotadas de validade deverão ser autenticadas, visando o seu reconhecimento de acordo com o documento original.


Todos os documentos que integrem o processo e não tenham sido emitidos por entidades portuguesas deverão ser submetidos a legalização.

Os requisitos exigidos aos candidatos, residentes em Portugal e no estrangeiro, para adoptarem plenamente em termos de idade são os seguintes:


•Serem pessoas casadas há mais de 4 anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, ou pessoas a viverem em união de facto há mais de 4 anos, se ambas tiverem mais de 25 anos;
•Ter mais de 30 anos ou, se o adoptando for filho do cônjuge do adoptante, mais de 25 anos;
•Só pode adoptar plenamente quem não tiver mais de 60 anos à data em que o menor lhe tenha sido confiado, sendo que a partir dos 50 anos a diferença de idades entre o adoptante e o adoptando não poderá ser superior a 50 anos. A título excepcional a diferença de idades poderá ser superior a 50 anos quando forem invocados motivos que o justifiquem, nomeadamente por se tratar de uma fratria em que relativamente apenas a algum ou alguns dos irmãos se verifique uma diferença de idades superior àquela.



Fonte : Portal do Cidadão

Cartaz - Campanha Adopção






Logotipo utilizado no Cartaz - Santa Casa da Mesericordia
Cartaz (Com todos os direitos Reservados) - Ana Raquel Lopes

Tipos de Adopção e Requisitos legais

A adopção é um vínculo afectivo desenvolvido entre o adoptado e o adoptante, semlhante ao da filiação natural, mas independente de lanços de sangue, este vínculo é estabelecido legalmente por sentença judicial proferida no tribunal de Familia e menores.

Existem dois tipos de adopção, adopção plena e adopção restrita que se distinguem, basicamente nos seguintes aspectos:

ADOPÇÃO PLENA

•O adoptado adquire a situação de filho do adoptante, integrando-se na sua família, extinguindo-se as relações familiares entre a criança e os seus ascendentes e colaterais naturais;
•O adoptado perde os seus apelidos de origem;
•Em determinadas condições o nome próprio do adoptado pode ser modificado pelo tribunal, a pedido do adoptante;
•Não é revogável, nem mesmo por acordo das partes;
•Os direitos sucessórios dos adoptados são os mesmos dos descendentes naturais.


ADOPÇÃO RESTRITA

•O adoptado conserva todos os direitos e deveres em relação à família natural, salvas algumas restrições estabelecidas na lei;
•O adoptante poderá despender dos bens do adoptado a quantia que o tribunal fixar para alimentos deste;
•O adoptado pode receber apelidos do adoptante, a requerimento deste, compondo um novo nome, em que figure um ou mais apelidos da família natural;
•Pode ser revogada se os pais adoptivos não cumprirem os seus deveres. Pode ser convertida em adopção plena, mediante requerimento do adoptante e desde que se verifiquem as condições exigidas;
•O adoptado ou os seus descendentes e os parentes do adoptante, não são herdeiros uns dos outros, nem ficam reciprocamente vinculados à prestação de alimentos.



Quer na adopção plena quer na adopção restrita podem ser adoptados os menores:


•Filhos do cônjuge do adoptante;
•Confiados ao adoptante, mediante confiança, administrativa ou judicial, ou medida de promoção e protecção de confiança com vista à adopção.


Desde que, à data da entrada do processo no Tribunal, tenham idade:

•Inferior a 15 anos.
•Inferior a 18 anos, se não forem emancipados e tiverem sido confiados aos adoptantes ou a um deles com idade não superior a 15 anos ou se forem filhos do cônjuge do adoptante.


A adopção só será decretada quando se verifiquem determinados requisitos:

•Ter a idade referida em “Quem pode requerer?”;
•Fundamentar-se em motivos legítimos;
•Apresentar reais vantagens para a criança a adoptar;
•Não envolver sacrifício injusto para os outros filhos da pessoa que pretende adoptar;
•seja razoável supor que entre o adoptante e o adoptando se estabeleça um vínculo semelhante ao da filiação.

Deve comparecer à entrevista informativa para que for convocado.
Nesta entrevista é informado sobre:

•A realidade da adopção, seus objectivos, procedimentos e desenvolvimento do respectivo processo;
•Requisitos e condições legais a cumprir;
•Processo de candidatura, formulários e documentos necessários ao processo, que deve preencher e apresentar posteriormente.


ADOPÇÃO RESTRITA


•Pessoas com mais de 25 anos e até 60 anos, se completados à data em que o menor lhes tenha sido confiado, excepto se este for filho do cônjuge.



Onde posso requerer?


•Centro Distrital de Segurança Social da sua área de residência;
•Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, se residir nesta cidade;
•Instituto de Acção Social, se residir nos Açores;
•Centro de Segurança Social, se residir na Madeira.


Quando posso requerer?


•Em qualquer altura.


O que preciso para requerer?

Para dar início ao processo de adopção deve utilizar os impressos de modelo próprio:
Candidatura - Mod. AS1-DGSS;
Questionário Individual - Mod. AS2-DGSS.


Quais os prazos para a prestação do serviço?

•A entidade competente, onde foi apresentada a candidatura, procede a uma avaliação social e psicológica do candidato, emitindo a respectiva decisão sobre a candidatura no prazo de 6 meses. O candidato, que tiver sido seleccionado, fica a aguardar que lhe seja apresentada proposta de criança a adoptar.
•Após apresentação desta proposta, segue-se um perío­do que tem por objectivo o conhecimento e aceitação mútuos entre a criança e o candidato a adoptante.
•Concluída, favoravelmente, esta fase, a criança é confiada ao candidato a adoptante, ficando em situação de pré-adopção por um período não superior a 6 meses, durante o qual a entidade competente procede ao acompanhamento e avaliação da situação.
•Verificadas as condições para ser requerida a adopção é elaborado relatório que é remetido ao candidato e que deve acompanhar o pedido de adopção ao Tribunal de Família e Menores da sua área de residência, ficando o processo concluído depois de proferida a sentença



fonte : Portal do Cidadão - Processo da Adopção